Paulo  Robalo

Condição Humana - 2008

Condição Humana

“Bem dita a desdita”

“Bem dita a desdita”e “Um tempo para tentar como” são pinturas pertencentes a uma série que se insere num projecto de trabalho em torno da condição humana.

O referente protagonista deste processo pictórico é o homem despido da sua própria pele, apresentando-se ao olhar do espectador como uma montra do seu interior.

Com as mãos envoltas em ligaduras, como se de um lutador de boxe se tratasse, leva escrito a palavra conquista, enquanto aguarda pelos desígnios de um futuro combate.

Estas figuras nuas, que se movimentam em espaços de representação teatral, são o objecto existencial e central de uma peça por escrever…

Personagens sem destino, apresentam-se enquadradas pela embocadura ao olhar de quem as contempla, afigurando-se o proscénio como o seu limite de acção. O universo de Beckett e Musil orientam a pintura “o homem sem qualidades vai ao encontro do seu desejo de ser inútil.”

Paulo Robalo

Condição Humana

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Condição Humana

por Paulo Robalo